sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

A Bizarra Entrevista de Fuxico à Globo

Por Pedro Breier, no blog Cafezinho:

Luiz Fux, ministro do STF que tomou posse como presidente do TSE na última terça, concedeu entrevista ao jornal O Globo.

O nível da submissão de Fux à agenda da Globo e a quantidade de absurdos proferidos na entrevista são surreais.

A manchete do site do Globo nesse momento, em letras garrafais, é a seguinte: “Político ficha-suja é “irregistrável”, diz Fux”.

Lendo a entrevista se percebe a solidez da posição de Fux. Primeiro ele vem com essa de “irregistrável”. Perguntado se a pessoa não pode sequer recorrer da negativa do registro, ele já titubeia e responde “Acho que ela não pode se registrar”. Logo adiante, perguntado sobre qual será a orientação do TSE em caso de tentativa de registro de alguém condenado em segunda instância, ele diz que “terá que ouvir o colegiado necessariamente”.

Ou seja, Fux diz o que a Globo quer ouvir para gerar a manchete e depois recua pateticamente pelo simples motivo de que não tem competência para decidir isso sozinho.

Mais capacho dos Marinho, impossível.

Quer dizer, é possível sim.

Na sequência da entrevista Fux é perguntado sobre como o TSE deve se portar sobre a internet. O excelentíssimo (risos) ministro entende perfeitamente o que é esperado dele e desanda a falar sobre fake news. Este trecho é tão, mas tão inacreditável que eu preciso transcrever para as leitoras do Cafezinho:

Nós estamos muito cientes desse problema relativo às fake news e nos aparelhamos para isso. Agora, tem algo muito importante: o grande órgão auxiliar do TSE no combate às fake news é a imprensa. Nós vamos aferir a verossimilhança daquilo que se noticiou através da imprensa. As leis e a jurisprudência numa democracia levam um tempo de maturação. A imprensa investigativa não, ela descobre em tempo real a prática do ilícito. Além disso, foi criado no TSE um órgão de rastreamento das fake news, com o Ministério Público e a Polícia Federal.

A imprensa tradicional brasileira, aquela mesma que monopoliza a informação (o que é expressamente proibido por nossa A bizarra entrevista de Fux à Globo
Posted: 08 Feb 2018 01:58 AM PST
Por Pedro Breier, no blog Cafezinho:

Luiz Fux, ministro do STF que tomou posse como presidente do TSE na última terça, concedeu entrevista ao jornal O Globo.

O nível da submissão de Fux à agenda da Globo e a quantidade de absurdos proferidos na entrevista são surreais.

A manchete do site do Globo nesse momento, em letras garrafais, é a seguinte: “Político ficha-suja é “irregistrável”, diz Fux”.

Lendo a entrevista se percebe a solidez da posição de Fux. Primeiro ele vem com essa de “irregistrável”. Perguntado se a pessoa não pode sequer recorrer da negativa do registro, ele já titubeia e responde “Acho que ela não pode se registrar”. Logo adiante, perguntado sobre qual será a orientação do TSE em caso de tentativa de registro de alguém condenado em segunda instância, ele diz que “terá que ouvir o colegiado necessariamente”.

Ou seja, Fux diz o que a Globo quer ouvir para gerar a manchete e depois recua pateticamente pelo simples motivo de que não tem competência para decidir isso sozinho.

Mais capacho dos Marinho, impossível.

Quer dizer, é possível sim.

Na sequência da entrevista Fux é perguntado sobre como o TSE deve se portar sobre a internet. O excelentíssimo (risos) ministro entende perfeitamente o que é esperado dele e desanda a falar sobre fake news. Este trecho é tão, mas tão inacreditável que eu preciso transcrever para as leitoras do Cafezinho:

Nós estamos muito cientes desse problema relativo às fake news e nos aparelhamos para isso. Agora, tem algo muito importante: o grande órgão auxiliar do TSE no combate às fake news é a imprensa. Nós vamos aferir a verossimilhança daquilo que se noticiou através da imprensa. As leis e a jurisprudência numa democracia levam um tempo de maturação. A imprensa investigativa não, ela descobre em tempo real a prática do ilícito. Além disso, foi criado no TSE um órgão de rastreamento das fake news, com o Ministério Público e a Polícia Federal.

A imprensa tradicional brasileira, aquela mesma que monopoliza a informação (o que é expressamente proibido por nossa Constituição), que mente, inventa e distorce alucinadamente para interferir no jogo democrático, que é profundamente golpista e invariavelmente contrária aos interesses da absoluta maioria da população, que é a rainha suprema das fake news, é esta imprensa que vai ser o órgão auxiliar do TSE no… combate às fake news.

Agora sim, é impossível ser mais capacho da máfia midiática do que isso.

Está na cara que o combate às fake news será a desculpa para perseguir veículos de esquerda. Querem sufocar o debate na marra, à base da repressão.

Fux ainda tem a pachorra de falar em “democracia limpa” e “festa democrática”. Um escárnio.

Uma entrevista bizarra dessas é sinal evidente do assanhamento golpista. Até Temer está pensando seriamente em se candidatar, vejam vocês o nível de delírio desse pessoal.

Estão enebriados com o poder, sentem que podem fazer qualquer coisa e nada os atingirá.

Ledo engano.

Castelos de carta não ficam em pé por muito tempo.Constituição), que mente, inventa e distorce alucinadamente para interferir no jogo democrático, que é profundamente golpista e invariavelmente contrária aos interesses da absoluta maioria da população, que é a rainha suprema das fake news, é esta imprensa que vai ser o órgão auxiliar do TSE no… combate às fake news.

Agora sim, é impossível ser mais capacho da máfia midiática do que isso.

Está na cara que o combate às fake news será a desculpa para perseguir veículos de esquerda. Querem sufocar o debate na marra, à base da repressão.

Fux ainda tem a pachorra de falar em “democracia limpa” e “festa democrática”. Um escárnio.

Uma entrevista bizarra dessas é sinal evidente do assanhamento golpista. Até Temer está pensando seriamente em se candidatar, vejam vocês o nível de delírio desse pessoal.

Estão enebriados com o poder, sentem que podem fazer qualquer coisa e nada os atingirá.

Ledo engano.

Castelos de carta não ficam em pé por muito tempo.

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