quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Questionamentos

Presenciamos um mundo caótico. As forças malignas exalam seus últimos estertores. Apegados às coisas mundanas, alguns terráqueos não abdicam um milímetro sequer do poderio temporário que abocanharam.
Vivenciamos uma época de definição: rompemos estruturas ultrapassadas, descortinando o novo ou embarcamos de vez para extensa viagem de retorno ao atraso. Nossas consciências definirão o que for mais apropriado.
O que desejamos concretamente? O que confortará nossos anseios? Construiremos ou destruiremos pontes de compreensão e entendimento?  A Terra se tornará doce morada ou a vida se extinguirá fulminada por bombas nucleares? Conviveremos amistosamente ou engalfinhados em pelejas cruentas, destruindo-nos mutuamente?
A economia e a política prestam-se ao bem-estar social ou segregam-se, repartem-se, indo ao encontro dos bem aquinhoados e de encontro aos párias?
A política e a economia governam o globo, e elas não são discutidas com a clareza devida, ficando populações imensas marginalizadas, padecendo dores insanáveis, como se tudo estivesse transcorrendo legitimamente, e longe disto tem se processado a verdade.
A quem interessa comentar e realimentar política, senão aos deserdados da sorte? Quem procura manobrá-la sem estardalhaço, evitando que ela se popularize, além dos afortunados? Ignorá-la como inconveniente ou maléfica é afundar o rosto no travesseiro, deixando o traseiro à mostra.
Como deliberadamente ignorar o que se processa nas entranhas do poder? Quantos negociarrões se estabelecem em colóquios sussurrados?
O governante agradável ao famélico é o mesmo que deslumbra o ricaço? Se não, por qual razão o enjeitado tem que sufragar o sujeito indicado pelo plutocrata para não sofrer assédio moral nem ser escorraçado e atormentado? Quem definiu que a criatura escolhida pelo baronato deve ser eleita pelas diferentes classes sociais? Que direito tem um pulha de espinafrar e condenar quem não lhe agrada ou não comunga com seu ideário?
É correta a destituição de uma autoridade porque o mercado dela se desagrada? É lícito perseguir-se e destruir-se uma pessoa porque um janota qualquer não a suporta?
Deve-se prestigiar uma figura favorável à homofobia, misoginia, incentivadora de estupro, execução sumária, carrasca dos movimentos populares e que é apoiada pelo estamentos militar e policial afeitos a violências extremadas?
Ansiamos por uma nação apaziguada, desenvolvimentista ou devemos entregar nossos destinos a déspotas ardilosos, perversos, criminosos e venais?
Em estes comentários não tratamos de palavreado chato, desgastado, picuinha, desonra, falsidade, mas sim a respeito de vidas pulsantes, que sonham com futuros risonhos, o desenvolver equilibrado da humanidade, e quanto o esclarecimento e a orientação poderão determinar mudanças filosóficas e psicológicas no homem tendente a acatar e aplicar de boa mente as sugestões e os ensinamentos emanados do Mais Alto.
As desgastantes tratativas políticas afinadas com agentes subornáveis contratados para causar embaraços, mais se ajustam à indignidade e bem menos à universalidade, onde os valores morais, sociais e espirituais deveriam ser ressaltados.
Apoiar justiça enganosa, desonrosa e imprestável porque ela combate os inimigos criados por nossas mentes trevosas é favorecer o caos, é trazer para o planeta terrestre a corja de espíritos maldosos que se comprazem no mal.
Façamos da política um cordão luminoso e ele se estenderá ao Céu. Para tanto é preciso que assumamos virtudes e eliminemos o mal contido em nós.
Muita Paz    Periandro.

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